sábado, 22 de junho de 2013

Boa noite caros leitores e colegas de trabalho!
Esta é mais uma sugestão de Situação de Aprendizagem com foco na leitura. Espero que ela venha contribuir com o seu trabalho pedagógico em sala de aula.
Beijos na alma...!

“Na escola, ler e escrever, falar e ouvir não são atividades exclusivas da disciplina
de Língua Portuguesa, já que todo professor é um mediador de linguagem...”
Alfredina Nery

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Texto: crônica “AVESTRUZ” de Mário Prata


Público Alvo: 6º ao 9º ano
Tempo previsto:  10 aulas 
Conteúdos e temas: Traços característicos de crônica narrativa; síntese das capacidades de leitura com sugestões de como desenvolver (Rojo,2004); Gêneros e Progressão em expressão oral e escrita -elementos para reflexões sobre uma experiência suíça( Francófona).
Competências e habilidades: Explorar , desenvolver e ampliar as capacidades de leitura.
Estratégias: Trabalho lúdico com diversas mídias, apresentação de imagens, poemas, músicas etc.
Recursos: Texto escrito ou slide; Vídeo; Poema.
Avaliação: Produção coletiva de uma crônica escolhendo uma situação estranha do cotidiano a partir da crônica Avestruz.

A construção coletiva de um texto – o fazer junto- possibilita aos alunos uma experiência modelar, que vai ajudá-los na elaboração da escrita individual.


ANTES DA LEITURA

Desenvolvimento das Capacidades de Compreensão

1.     Ativação do conhecimento prévio
Antes da leitura do texto propriamente dito, serão feitas perguntas sobre o assunto, visando garantir a socialização de conhecimentos:
a)      Você conhece um avestruz?
b)      Alguém já viu?
c)       Como você imagina que seja?
d)      Sabe como é?
e)      Descreva-o.
OBS.: A sequência das pergunta irá  depender das respostas que os alunos derem. Se alguma pergunta ficar sem resposta , o professor deverá antecipar esse conteúdo.

2.     Antecipação ou predição de conteúdos ou propriedades do texto ( Levantamento de hipóteses)
1.       Apresentação do título:
a)      Apresente o título do texto AVESTRUZ , peça aos alunos que anotem a opinião deles a cerca desse título para conferi-la após ouvirem a crônica;
b)      Por meio de perguntas, explore um pouco esse título: Esse texto desperta sua atenção? Sim ou não? O que ele sugere? Pelo título, dá para imaginar o assunto da crônica? Você pode imaginar o cenário?
2. Informações sobre o autor do texto.

DURANTE A  LEITURA

3.     Checagem de hipóteses
1ª Leitura feita pelo professor ( texto impresso ou crônica digitada e apresentada no data show) “AVESTRUZ”, Mário Prata.
OBS.: Durante a leitura da crônica o professor deve ir retomando as hipóteses ( antecipações ) levantadas para verificar se elas foram ou não confirmadas.

4. Localização de informações: Aqui o professor pode solicitar que, durante a leitura, os alunos utilizem “procedimentos tais como sublinhar, copiar, iluminar informações relevantes para buscar passagens essenciais e abandonar informações periféricas”.
Desse modo, é possível que os alunos localizem:
a)       Vocabulário referente a Avestruz;
b)       Descrição  e hábitos da ave.

5. Comparação de informações: Durante a leitura do texto, algumas perguntas ou discussões coletivas podem estimular o aluno a comparar/contrastar informações presentes no próprio texto.
1. Ter um avestruz como um animal de estimação: sim ou não?
2. Que animais são indicados para se ter como estimação?
3. Quais animais podem viver dentro de apartamento?

6.Produção de inferências locais. Deve-se levar o aluno a deduzir o sentido das  palavras ou siglas  desconhecidas ( Struthio Camelus Australis, TPM, abominável, atrofiadas, Floripa, Higienópolis, etc)
OBS.: Pode-se construir com os alunos o hipertexto destas palavras.

7.Produção de inferências globais:  Chamar atenção para as pistas que o autor deixa no texto, tais como escolhas lexicais específicas.
1. Repetição da palavra avestruz o tempo todo;
2. Ironia ( o próprio uso de vocabulário avestruz, uma ave, aquele ser meio abominável, Struthio, bando de avestruzes, gigolô de avestruz)

DEPOIS DA LEITURA

8. Generalização:
1. O que o autor pretendeu com esse texto? Ter um avestruz como bicho de estimação: sim ou não?
2. Qual é a posição que o autor defende? E quais são os elementos que provam a sua posição?
3. Agora vocês formarão um grupo de até 4 pessoas e produzirão um pequeno livro com uma HISTÓRIA EM QUADRINHO com base na Crônica: AVESTRUZ;
. Pesquisa de tipos de balões para produção de história em quadrinho (Sala do Acessa) em 1 aula.
. Não se esqueçam de transformar o título. Sejam criativos!
. Apresentações em grupo: As histórias em quadrinhos serão expostas na 10ª aula e o grupo terá a oportunidade de conhecer o livro de todos os grupos (socialização dos trabalhos e discussão oral sobre conquistas e desafios ao decorrer da produção do livro).

Observação: O livro poderá ser feito na sala de aula e também em casa (como continuidade ao trabalho e exercício do protagonismo juvenil em o grupo, que deverá organizar encontros para realização do trabalho).

Desenvolvimento das Capacidades de Apreciação e réplica do leitor em relação ao texto ( interpretação , interação)

9.Recuperação do contexto de produção:
a)                  Autor;
b)                 Lugar social que ocupa;
c)                  Esfera social em que o texto circula;
d)                 Veículo em que é divulgado;
e)                 Momento histórico em que foi produzido;
f)                   Intenções comunicativas do autor;
g)                  Leitores presumidos.

10. Percepção de relações de intertextualidade: Nesse momento o leitor estabelece relações com o que está lendo e o que já leu, ouviu, conversou, assistiu, por meio de comentários, perguntas, retomadas, solicitação de pesquisas etc.
OBS.: Nesse momento poderá apresentar o material que pesquisou : links ,imagens, poemas, música, propaganda, reportagem em vídeo.

Sugestões de Intertextualidade
  1. Poema
O AVESTRUZ
O galo cantou
A ovelha despertou
E estava com fome!
O avestruz esperto
Papou tudo que
havia por perto.
Comeu melancia
Feijão e ervilha
Tomate, capim
E a boneca da menina.
O galo brigou
A menina chorou
O avestruz esperto,
Da confusão escapou.

  1. Vídeo  Os Pinguins do Papai: http://www.youtube.com/watch?v=dJpL7qde-Ug
  2. Vídeo propaganda/reportagem Criação de avestruz em Sobral  https://www.youtube.com/watch?v=4v2cOIewwJ8
  3. Knorr:avestruz https://www.youtube.com/watch?v=kZ5nsrk3bp0
  4. Invasão de avestruzes em Buenos Aires

11.Percepção das relações de interdiscursividade

Levar em conta os discursos com os quais o texto dialoga. Pode ser através de uma referência, nota bibliográfica, Ironia: “...E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave...Na hora de criar a avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros...Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo... Uma avestruz com TPM  é perigosíssima.”

Referências Bibliográficas
ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP, 2004.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto alegre: Artes médicas, 1998.
A ocasião faz o escritor: Caderno do Professor: Orientação para produção de textos ( Coleção da Olimpíada) São Paulo-Cenpec,2010.


domingo, 16 de junho de 2013

                

Caros leitores,

              compartilhamos com vocês como sugestão para o trabalho em sala de aula, estas Situações de Aprendizagens com foco na leitura e escrita, que elaboramos como mais uma das atividades do curso Melhor Ensino, Melhor Gestão.

              Um abraço!  


                SEQUÊNCIA DIDÁTICA -  Texto: “O PRIMEIRO BEIJO” de Antonio Barreto

Série: 8ª série/9º ano

Objetivos: Reconhecer as características estruturais da tipologia "narrar", enfatizando as experiências fictícias e comparando-as às experiências reais.

Tempo previsto: 02 a 06 aulas.

Conteúdos: leitura de textos narrativos e das características que os compõem; análise de textos visuais e desenvolvimento da oralidade.

Competências e habilidades: reconhecer características de narrativas diferenciando ficção de realidade; observar estrutura textual; verificar informações explícitas e implícitas presentes no texto, bem como saber organizar falas para debater assuntos que permeiam a realidade do jovem adolescente.

Estratégias: aula interativa com participação dialógica; trabalhos de análise em grandes grupos; valorização de momento de fala bem como de anotações, produção de textos.

Recursos: Textos impressos e apresentação de imagens em data-show(multimídia).

Avaliação: Pequena produção de narrativa em forma de diário; produção de texto (cartas de amor).
Sequência de atividades a serem realizadas:

I- Discussão oral:
Fazer um levantamento prévio e antecipações sobre o tema com questionamentos como: você se lembra do primeiro beijo? Como foi? Onde? Com quem foi? Você teve receio? Foi bom? Valeu a pena? Contou para outras pessoas? Em caso afirmativo, para quem?

II - Questioná-los a respeito do título do texto: o que lhes sugere? Sobre qual assunto vocês acham que vai tratar um texto que tenha esse título?
E sobre o autor também, se conhecem Antônio Barreto ou algum texto dele. (levantamento de conhecimentos prévios sobre o assunto)

III- Entrega de filipetas para organização linear da narrativa. Na sequência, oferecer o texto na íntegra para ratificações e/ou retificações.

IV- Leitura silenciosa realizada pelos alunos e depois, leitura feita pelo professor com entonação expressiva. (leitura autônoma e posteriormente compartilhada)

V- Solicitar aos alunos que grifem as palavras desconhecidas e trabalhar com dicionários esclarecendo os sentidos destas. (esclarecimento de palavras desconhecidas a partir de inferência ou consulta ao dicionário)

VI - Juntamente com os alunos, construir com eles o sentido global do texto, além de  comparar a narrativa com fatos da vida real  considerando as  experiências pessoais deles. Verificar se as hipóteses sobre o título do texto se confirmaram ou não.

VII- Identificar características físicas e psicológicas das personagens, descrevendo-as, verificando se o apelido e a personalidade têm pontos em comum.

VIII - Dar exemplo do uso de outras linguagens, além da escrita que, apresentem também, o tem "beijo". 
        Exemplo: telas e esculturas intituladas "O beijo", como as abaixo:

IX- Possibilitar a leitura do texto " O primeiro beijo" de Clarice de Lispector para uma aula estendida, identificando as semelhanças e diferenças entre “O primeiro beijo” de Antonio Barreto e o texto de Clarice.
X- Produção textual: Propor a escrita de um texto em forma de diário (narrativa pessoal) - falando de sua primeira experiência em relação a beijo. Estas só serão lidas se o aluno quiser e, neste momento, será proposta a escrita de um diário, tanto para meninas quanto para meninos, enfatizando a necessidade de se escrever para compartilhar experiências pessoais..

Pode-se propor também, a escrita de cartas de amor, sem identificação do destinatário.



                     SEQUÊNCIA DIDÁTICA:  texto -  “Avestruz”  de Mario Prata.


Séries : 7ª série/ 8º ano
              8ªsérie/ 9º ano

Número de aulas: 12 (incluindo a visitação à Cidade da Criança)

1ª Atividade: Sondagem inicial:
Nesta atividade, a habilidade de leitura pretendida é antecipação de tema ou ideia principal a partir de elementos paratextuais, como título.
- Poderíamos incluir outros questionamentos, como, após colocar o título do texto na lousa, perguntar: O que lhes sugere o título?
E posteriormente perguntar-lhes:
Qual o animal mais estranho que você já viu?

2ª Atividade: Visita à sala do acessa, para pesquisa sobre animais (exóticos, de zoológico, de circo, domésticos, de estimação, selvagens).
Ø  Questionamento: Vocês já viram um avestruz? Que tipo de animal é esse? (habilidade de leitura pretendida: levantamento de conhecimentos prévios sobre o assunto)
Ø  Pesquisa específica sobre avestruz. Pesquisa no dicionário sobre o gênero da palavra avestruz.

3ª Atividade: Em sala de aula:
Ø  Roda de conversa e de leitura com a socialização do resultado das pesquisas anteriores.

4ª Atividade: Apresentação do texto:
Ø  Leitura silenciosa, realizada pelos alunos individualmente, explorando o vocabulário e o uso de dicionário.

5ª Atividade: O professor fará questionamentos que trazem à tona as informações explícitas do texto (quem é a personagem principal, qual a finalidade do texto, a quem se destina, onde foi publicado ).

6ª Atividade: O professor retoma a leitura, fazendo direcionamento, conversando sobre cada parágrafo, levantando hipóteses, explorando o gênero textual e fazendo as intervenções necessárias.

7ª Atividade: Apresentar para os alunos ditos populares como: “Você tem estômago de avestruz”, “Você esconde a cabeça como avestruz” e outros ditos contemplando animais. Exemplo: “Uma andorinha só não faz verão”, explorando o sentido conotativo e a compreensão dos mesmos.

8ª Atividade: Dramatização em sala - em grupos, mudando o foco narrativo, contemplando todas as personagens, inclusive o avestruz.
Dependendo da série a ser trabalhada, o professor pode elaborar com os alunos, após dividi-los em grupos, a transposição do texto narrativo para o teatral.

9ª Atividade: Apresentação de um documentário sobre a avestruz retirado do  You Tube e/ ou uma visita à Cidade da Criança, em Presidente Prudente, para visitação ao zoológico e apreciação  dos animais.

10ª Atividade: Avaliação: Produção escrita “O que eu aprendi?”.
- Os alunos também podem ser avaliados por meio da entrega da pesquisa realizada sobre a avestruz na 2ª atividade.
- Também pela reescrita do texto narrativo em texto teatral.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Sequência Didática "O primeiro beijo" de Antonio Barreto.

SEQUÊNCIA DIDÁTICA -               O PRIMEIRO BEIJO
                                                                                                 Antonio Barreto
Série: 8ª série/9º ano

Objetivos: Reconhecer as características estruturais da tipologia "narrar", enfatizando as experiências fictícias e comparando às experiências reais.

Tempo previsto: 02 a 04 aulas.

Conteúdos: leitura de textos narrativos e das características que s compõem; análise de textos visuais e observação de oralidade.

Competências e habilidades: reconhecer características de narrativas diferenciando ficção de realidade; observar estrutura textual; verificar informações explícitas e implícitas, bem como saber organizar falas para debater assuntos que permeiam a realidade do jovem adolescente.

Estratégias: aula interativa com participação dialógica; trabalhos de análise em grandes grupos; valorização de momento de fala bem como de anotações.

Recursos: Textos impressos e apresentação de imagens em data-show.
Avaliação: Pequena produção de narrativa em forma de diário.

I- Discussão oral
(Fazer um levantamento prévio e antecipações sobre o tema com questionamentos como: você se lembra do primeiro beijo? como foi? onde? teve receio? foi bom? valeu a pena? contou para outras pessoas? a quem? seus pais foram amigos nesta hora? você contou? ...)

II- Entrega de filipetas para organização linear da narrativa
(na sequência, oferecer o texto na íntegra para ratificações e/ou retificações)

III- Leitura silenciosa e depois, leitura pelo professor com entonação expressiva.

IV-  Marcar palavras desconhecidas e trabalhar com dicionários esclarecendo sentidos de palavras que porventura forem desconhecidas.

V- Comparar a narrativa com fatos da vida real (fazer paralelo, levando em consideração experiências pessoais).

VI- Identificar características físicas e psicológicas dos personagens, verificando se apelido e personalidade têm pontos em comum.


VII- Apresentar telas e  esculturas intituladas  "O beijo" Ex:


VIII- Possibilitar a leitura do texto " primeiro beijo" de Clarice de Clarice Lispector para uma aula estendida.


IX- Propor a escrita de um texto em forma de diário (narrativa pessoal) - falando de sua primeira experiência em relação a beijo. (estas só serão lidas se  aluno quiser partilhar de livre e espontânea vontade e e neste momento, será proposta a escrita de um diário, tanto para meninas quanto para meninos, enfatizando-se a necessidade de se escrever para desabafar.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Depoimentos de Leitura e Escrita
Caro leitor do “Ciranda das Letras”,
Convidamos o à leitura destes depoimentos sobre nossas experiências de Leitura e Escrita. Esta foi uma das atividades realizadas no curso “Melhor gestão, Melhor ensino”_Professores de Língua Portuguesa; curso que nos possibilitou compartilhar um pouco de nossa trajetória, nossas experiências com leitura e a palavra escrita.
São depoimentos interessantes! Leia e reflita um pouco...   certamente ira se identificar !
Junte se a nós... Compartilhe aqui também suas experiências de leitura e  escrita.
Beijos na alma!

Um pouco de nossa história...

Ligia Ferreira Araujo Duque
Meu depoimento sobre leitura e escrita...
Reminiscências!!!! Como é bom nos lembrarmos de situações e fatos que nos fazem melhor.
Falar sobre minhas vivências de leitura não é difícil, é prazeroso!!! Lembro-me claramente de meu pai fazendo seu orçamento financeiro e dedicando uma pequena parte para comprar livros dos livreiros que pelas casas passavam oferecendo suas mercadorias. Percebia que para meu pai, que era ignorante em relação ao ato de ler e escrever, fazer este investimento era muito importante e sendo eu a mais velha e já gostando de decifrar as letras juntando e fazendo minhas leituras, fazia de meu pai uma pessoa feliz.
Eu continuava e aproveitava bem este investimento. Li trechos de enciclopédias, li textos de Monteiro Lobato, li as estórias infantis que vinham em grandes livros. E meu pai ficava cada dia mais feliz com minha atuação. Fazer meus pais felizes era bom, era uma atitude que me fazia bem... mas mal sabiam eles que eu ficava cada dia mais sabida. Foi assim que começou meu contato com a leitura.
Adolescendo, comecei a frequentar a casa de uma tia costureira que comprava muito mais livros que meus pais. Ali ia ajudá-la a pregar botões e fazer barras em roupas só para ter o prazer de ler os livros que ela comprava para seu filho único. Terminava o serviço rapidinho para me deliciar com estórias que eu ainda não conhecia. Fui ganhando espaço e podia ler, depois deste meu primo, obras que hoje quase não vejo as pessoas procurarem.
De ler a escrever foi um pulo. Foi muito rápido, embora, lançar as ideias no papel não fosse fácil, pois eu era muito tímida e na época meus professores não incentivassem muito a ousadia de criar. Que tempo bom! Que reminiscências boas em relação ao ato de ler e escrever.


Luciana Scarcelli Moré Oliveira

Olá, pessoal! Sou filha de pais professores, então, desde pequena sempre convivi com livros. Para vocês terem uma ideia, minha mãe Maria Luiza, foi minha professora de 1ª série...A paixão pela leitura foi incentivada também pelas minhas maravilhosas professoras: Tia Yolanda, D. Brígida,  Maria Inês,  Marta, D. Arlete,     Maria Thereza...elas foram muito importantes em minha formação e lembro delas com imenso carinho.
Quando eu estava na 4ª série do ensino fundamental, já tinha lido também , a série Vagalume, Polyanna, O meu pé de laranja lima, Quando florescem os ipês, a série Cachorrinho Samba...e muitos outros.Sempre li de tudo: história em quadrinhos, literatura brasileira, jornais, revistas diversas, bula de remédio...
Assim, consegui me preparar para o mundo e me tornar uma professora de língua portuguesa.
Um fato que me marcou bastante foi na quarta série, quando escrevi uma composição (era assim que se chamava naquela época) sobre o dia da árvore e a minha professora, Marta, sugeriu que ela fosse publicada no jornal local.Quero reforçar aqui que, nós, docentes somos extremamente importantes na formação das competências leitora e escritora de nossos alunos.


Leonice Rocha Silva Bragato

Minhas experiências com a leitura e a escrita..., um grande desafio!
O mundo mágico da leitura..., fascinante! Ganhei o meu primeiro livro do meu padrinho, Alice no pais das maravilhas, fiquei encantada, mesmo sem saber lê as palavras eu entendia a história lendo as imagens, a partir daí tomei gosto, fazia o mesmo com as histórias em quadrinhos que pegava do meu irmão mais velho e emprestava das amigas, pois em minha casa não sobrava dinheiro para comprar livros, chico bento sempre foi meu personagem preferido.
Mais tarde, já alfabetizada não parei mais..., o mundo da leitura ficou muito mais encantador. Li a coleção Vaga-lume quase toda, como toda adolescente li também Júlia, Barbara... e delirava com os deuses gregos apresentados nestes romances, fiquei chocada com a leitura de “Cristiane F, drogada e prostituída” e com a certeza de que eu não queria nada daquilo pra minha vida. Ler os clássicos da literatura a pedido dos professores durante minha vida escolar nem sempre foi tarefa difícil pra mim..., destas muitas foram leituras que marcaram minha vida...!
Em relação à escrita, desde muito cedo, sem nenhum domínio da palavra escrita, adorava rabiscar (desenhar, mais tarde escrever) com cacos de telha e pedaços de carvão, na calçada e nas paredes da casa..., pois lápis e papel era artigo de luxo em minha casa, esta minha atitude deixava minha mãe muito brava; mais tarde, na escola, já alfabetizada, escrevia as composições, mas nunca consegui ser a melhor da classe, mesmo tentando muito, pois tinha uma colega que era genial e levava sempre o primeiro lugar..., isso me frustrava! Como TDAH que sou criatividade não me faltava, mas eu trocava muito as letras..., só hoje compreendo isto!
Na adolescência costumava deixar registrado em meu humilde diário, meu grande parceiro (um caderninho... sobras do ano letivo) todas as inquietações da minha alma, desejos, momentos felizes e tristes de toda jovem adolescente, eram textos e mais textos, e já arriscava meus primeiros poemas! Sempre tive muita vergonha de compartilhar meus textos, principalmente meus poemas..., nunca os achei bons o suficiente! Insegurança? Talvez!

Quando criança eu sempre brinquei de escolinha e a professora tinha que ser eu. Éramos em 7 irmãos, todos em idade escolar e minha mãe passou-me a responsabilidade de ensiná-los na tarefa de casa, o que eu fazia com muito orgulho. Eu também fiquei muito feliz quando minha tia, professora no curso MOBRAL, convidou-me a ajudá-la com a alfabetização dos idosos..., descobri aí que era isto que eu queria fazer na vida..., ser professora! 

Autores deste blog – “Ciranda das Letras”

  
Vamos conhecer um pouco sobre cada um dos autores do “Ciranda das Letras”.  Cada componente fez um depoimento falando um pouquinho de sua vida, sua profissão  e  interesses pessoais.




LIGIA FERREIRA ARAUJO DUQUE
Presidente Epitácio - SP
        
Sou professora na rede estadual desde 1996... quase aposentando fico indignada em relação ao ato de aprender. Aprender é necessário enquanto se vive e participar de um curso como este é maravilhoso. Desafio-me a cada fração de segundos e por incrível que pareça, agora é que estou começando a ficar ‘no ponto’ para começar a ensinar, pois acredito que um ser nunca se preenche de conhecimento. O conhecimento é algo ‘interminável’, motivo pelo qual não desisto de aprender a aprender. Quero mais, quero saber mais, quero ter sempre a oportunidade de estar melhor para sempre ensinar....


 

LEONICE ROCHA S. BRAGATO
Presidente Venceslau-SP 

Olá Pessoas !!! Eu sou a Léo... uma virginiana com alma de leonina...uma mulher inacabada! Adoro ler, dançar, ver filmes e estar com a minha família. Sou casada, tenho dois filhos que são a essência da minha vida. Sou uma educadora que ama o que faz, sempre aprendendo a aprender e em busca de aprimoramento pessoal e profissional, estou na educação, em escolas pública do Estado de São Paulo há 16 anos e apesar das dificuldades que encontramos na rede continuo acreditando na educação como agente transformador, como o caminho mais curto para a humanização do ser e consequentemente a construção de uma sociedade melhor...

                   Beijos na alma!
            

LUCIANA SCARCELLI MORÉ OLIVEIRA
Presidente Venceslau-SP 

        Olá! Sou a professora Luciana, tenho 37 anos, leciono na escola EE Dra. Isabel Campos, em Pres. Venceslau (extremo oeste do estado de São Paulo) desde 2000. Não sei fazer outra coisa além de dar aulas.  Tenho dois filhos maravilhosos, Lucas e Lara Maria, além de um marido mais maravilhoso ainda...rsrs. Amo o que faço, sem demagogia nenhuma e acredito, muito, no poder transformador da leitura em nossas vidas!
                                    Um abraço a todos!